252 a 66 Ma
Linha do tempo
Os dinossauros dominaram a terra firme, mas o Mesozoico foi muito mais que isso. Nos mares, répteis gigantes competiam com tubarões sofisticados. Nos céus, pterossauros tinham envergaduras maiores que pequenos aviões. E nas margens, os ancestrais dos mamíferos esperavam sua vez.
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252 a 201 Ma Triássico ▸
A origem dos dinossauros. Pangeia unida, clima quente e seco. Os predadores de topo eram os rauissúquios, não os terópodes. O período começa com a maior extinção da história e termina com a segunda maior.
Eventos geológicos
Armadilhas Siberianas +
O maior evento vulcânico da história da Terra. A Província Ígnea de Grande Volume Siberiana cobriu mais de 7 milhões de km² de basalto em menos de 1 Ma. As erupções liberaram quantidades colossais de CO2, SO2 e compostos halogenados, além de metano liberado de reservatórios de clatratos desestabilizados pelo aquecimento.
Correlação com evento próximo
Armadilhas Siberianas + Extinção Permo-Triássica
As Armadilhas Siberianas são o agente causal da extinção Permo-Triássica, a maior da história da Terra. A correspondência temporal é praticamente exata: geocronologia U-Pb de alta precisão (Burgess et al., 2014; 2017) mostra que o início das erupções coincide com o começo do colapso biológico. O resultado foi um aquecimento de 8 a 10°C nos trópicos, acidificação oceânica severa, destruição da camada de ozônio e anoxia marinha generalizada. A recuperação dos ecossistemas levou entre 5 e 10 Ma.
Extinção Permo-Triássica +
A maior extinção da história da Terra: ~96% das espécies marinhas e ~70% dos vertebrados terrestres eliminados. Causada pelo vulcanismo catastrófico das Armadilhas Siberianas, que liberou CO2, SO2 e metano por ~1 Ma. Temperaturas oceânicas tropicais podem ter passado de 40°C. Ecossistemas levaram 5 a 10 Ma para se recuperar. Criou o vácuo ecológico que permitiu a ascensão dos arcossauros e, depois, dos dinossauros.
Correlação com evento próximo
Armadilhas Siberianas + Extinção Permo-Triássica
As Armadilhas Siberianas são o agente causal da extinção Permo-Triássica, a maior da história da Terra. A correspondência temporal é praticamente exata: geocronologia U-Pb de alta precisão (Burgess et al., 2014; 2017) mostra que o início das erupções coincide com o começo do colapso biológico. O resultado foi um aquecimento de 8 a 10°C nos trópicos, acidificação oceânica severa, destruição da camada de ozônio e anoxia marinha generalizada. A recuperação dos ecossistemas levou entre 5 e 10 Ma.
Episódio Pluvial Carniano +
Uma mega estação chuvosa global que durou ~2 Ma, ligada ao vulcanismo da Província de Wrangellia. Mudou radicalmente os ecossistemas terrestres: florestas de coníferas substituíram a vegetação árida. Acelerou a diversificação dos dinossauros, que começaram a ocupar novos nichos abertos pela mudança climática.
Vulcanismo CAMP +
Província Magmática do Atlântico Central: o maior evento de basaltos de inundação do Mesozoico em área (>11 milhões de km²). As erupções injetaram quantidades massivas de CO2 na atmosfera, causando aquecimento global e acidificação oceânica. Gatilho direto da extinção do final do Triássico.
Correlação com evento próximo
CAMP + Extinção Triássico-Jurássica
O vulcanismo CAMP é o agente causal da extinção do Triássico-Jurássico. As erupções da Província Magmática do Atlântico Central começaram poucos milhares de anos antes do pico de extinção, e a correspondência temporal entre os pulsos vulcânicos e os colapsos de biodiversidade é praticamente exata no registro geológico.
Extinção Triássico-Jurássica +
Eliminação de ~76% das espécies. Nos continentes, rauissúquios, fitossauros, rincossauros e dicinodontes foram extintos, junto com muitos tetrápodes não-dinossaurianos. Evento relativamente rápido (<10.000 anos). Abriu espaço para os dinossauros se tornarem os vertebrados terrestres dominantes no Jurássico.
Correlação com evento próximo
CAMP + Extinção Triássico-Jurássica
O vulcanismo CAMP é o agente causal da extinção do Triássico-Jurássico. As erupções da Província Magmática do Atlântico Central começaram poucos milhares de anos antes do pico de extinção, e a correspondência temporal entre os pulsos vulcânicos e os colapsos de biodiversidade é praticamente exata no registro geológico.
Grupos deste período
Hybodus tubarão do Mesozoico 252–66 Ma
O tubarão mais bem-sucedido do Mesozoico. Tinha dois tipos de dentes: pontiagudos para peixes e achatados para crustáceos, versatilidade rara. Chegava a ~2,5m. Conviveu com ictiossauros, plesiossauros e mosassauros. Foi substituído progressivamente pelos tubarões modernos (Lamniformes) no Cretáceo e extinto no K-Pg.
Dicinodontes † Tr-J herbívoros com presas 252–201 Ma
Sinapsídeos com bico córneo e presas. O Lystrosaurus dominou o início do Triássico após sobreviver ao Permiano. O Placerias (porte de hipopótamo) foi um dos últimos; conviveu brevemente com os primeiros dinossauros na América do Norte antes de desaparecer na extinção do fim do Triássico.
Ictiossauros répteis tipo golfinho 250–90 Ma
Surgiram no Triássico, dominaram os mares jurássicos e declinaram no Cretáceo. Convergência extraordinária com golfinhos e tubarões, mas eram répteis que davam à luz filhotes vivos no mar. Shonisaurus (Triássico) chegava a 21m. Ophthalmosaurus (Jurássico) tinha os maiores olhos proporcionais de qualquer vertebrado conhecido, provavelmente caçava em águas profundas e escuras.
Rauissúquios † Tr-J predadores de topo do Triássico 247–201 Ma
Enquanto os dinossauros engatinhavam, os rauissúquios eram os predadores de topo. Saurosuchus (7m, Argentina), Postosuchus (6m, América do Norte), Fasolasuchus (8-10m, o maior de todos). Postura ereta, dentes serrilhados, crânio convergente com os terópodes. Extintos na virada Triássico-Jurássico; sua extinção é o que abriu espaço para os grandes terópodes.
Fitossauros † Tr-J análogos de crocodilo 245–201 Ma
Convergência perfeita com os crocodilos atuais, mas sem parentesco próximo. Ocupavam rios e lagos, emboscavam presas na margem. Diferença-chave: narinas quase entre os olhos (nos crocodilos ficam na ponta do focinho). Extintos junto com os rauissúquios no fim do Triássico.
Crocodiliformes terrestres e marinhos 240–66 Ma
No Mesozoico eram muito mais diversos que hoje. Terrestres bípedes no Triássico. Formas marinhas pelágicas no Jurássico/Cretáceo: Dakosaurus (crânio de terópode, dentes serrilhados, nadava em mar aberto), Geosaurus (cauda bifurcada como tubarão, sem armadura). Os crocodilos semi-aquáticos que conhecemos hoje são apenas o que sobrou.
Pterossauros répteis voadores 228–66 Ma
Não eram dinossauros, eram o grupo-irmão deles. Tinham pelo (pycnofibers), eram provavelmente endotérmicos. Eudimorphodon (Triássico) já era voador sofisticado. Quetzalcoatlus northropi (Cretáceo) tinha 10-11m de envergadura e 2,5m de altura em terra, o maior animal voador de todos os tempos. Extintos no K-Pg.
Mamíferos do Mesozoico pequenos, à sombra 225–66 Ma
Pequenos, provavelmente noturnos, vivendo nas margens. Mas havia diversidade real: Castorocauda (semi-aquático, 164 Ma, tamanho de castor), Volaticotherium (planador, 160 Ma), Repenomamus robustus (fóssil encontrado com filhote de dinossauro no estômago). A extinção K-Pg liberou todos os nichos ecológicos de uma vez.
Plesiossauros pescoço longo 203–66 Ma
Elasmosaurus tinha pescoço de ~14m com 72 vértebras cervicais, mais da metade do comprimento total do animal. Nadavam com quatro grandes nadadeiras numa espécie de "voo subaquático". Provavelmente capturavam peixes individualmente com bicadas rápidas do pescoço. Extintos no K-Pg.
201 a 145 Ma Jurássico ▸
A era dos gigantes. Saurópodes dominaram as paisagens, surgiram os primeiros grandes terópodes, pterossauros se diversificaram. Pangeia começa a se fragmentar e os oceanos se enchem de ictiossauros, plesiossauros e pliossauros.
Eventos geológicos
Vulcanismo Karoo-Ferrar +
Erupções no sul da Gondwana (África do Sul e Antártida) liberaram enormes quantidades de CO2. Causou o Evento Anóxico Oceânico Toarciano (OAE-T): anoxia generalizada nos oceanos, extinção de ~25% das famílias marinhas. Bivalves e braquiópodes foram particularmente afetados.
Grupos deste período
Hybodus tubarão do Mesozoico 252–66 Ma
O tubarão mais bem-sucedido do Mesozoico. Tinha dois tipos de dentes: pontiagudos para peixes e achatados para crustáceos, versatilidade rara. Chegava a ~2,5m. Conviveu com ictiossauros, plesiossauros e mosassauros. Foi substituído progressivamente pelos tubarões modernos (Lamniformes) no Cretáceo e extinto no K-Pg.
Dicinodontes herbívoros com presas 252–201 Ma
Sinapsídeos com bico córneo e presas. O Lystrosaurus dominou o início do Triássico após sobreviver ao Permiano. O Placerias (porte de hipopótamo) foi um dos últimos; conviveu brevemente com os primeiros dinossauros na América do Norte antes de desaparecer na extinção do fim do Triássico.
Ictiossauros répteis tipo golfinho 250–90 Ma
Surgiram no Triássico, dominaram os mares jurássicos e declinaram no Cretáceo. Convergência extraordinária com golfinhos e tubarões, mas eram répteis que davam à luz filhotes vivos no mar. Shonisaurus (Triássico) chegava a 21m. Ophthalmosaurus (Jurássico) tinha os maiores olhos proporcionais de qualquer vertebrado conhecido, provavelmente caçava em águas profundas e escuras.
Rauissúquios predadores de topo do Triássico 247–201 Ma
Enquanto os dinossauros engatinhavam, os rauissúquios eram os predadores de topo. Saurosuchus (7m, Argentina), Postosuchus (6m, América do Norte), Fasolasuchus (8-10m, o maior de todos). Postura ereta, dentes serrilhados, crânio convergente com os terópodes. Extintos na virada Triássico-Jurássico; sua extinção é o que abriu espaço para os grandes terópodes.
Fitossauros análogos de crocodilo 245–201 Ma
Convergência perfeita com os crocodilos atuais, mas sem parentesco próximo. Ocupavam rios e lagos, emboscavam presas na margem. Diferença-chave: narinas quase entre os olhos (nos crocodilos ficam na ponta do focinho). Extintos junto com os rauissúquios no fim do Triássico.
Crocodiliformes terrestres e marinhos 240–66 Ma
No Mesozoico eram muito mais diversos que hoje. Terrestres bípedes no Triássico. Formas marinhas pelágicas no Jurássico/Cretáceo: Dakosaurus (crânio de terópode, dentes serrilhados, nadava em mar aberto), Geosaurus (cauda bifurcada como tubarão, sem armadura). Os crocodilos semi-aquáticos que conhecemos hoje são apenas o que sobrou.
Pterossauros répteis voadores 228–66 Ma
Não eram dinossauros, eram o grupo-irmão deles. Tinham pelo (pycnofibers), eram provavelmente endotérmicos. Eudimorphodon (Triássico) já era voador sofisticado. Quetzalcoatlus northropi (Cretáceo) tinha 10-11m de envergadura e 2,5m de altura em terra, o maior animal voador de todos os tempos. Extintos no K-Pg.
Mamíferos do Mesozoico pequenos, à sombra 225–66 Ma
Pequenos, provavelmente noturnos, vivendo nas margens. Mas havia diversidade real: Castorocauda (semi-aquático, 164 Ma, tamanho de castor), Volaticotherium (planador, 160 Ma), Repenomamus robustus (fóssil encontrado com filhote de dinossauro no estômago). A extinção K-Pg liberou todos os nichos ecológicos de uma vez.
Plesiossauros pescoço longo 203–66 Ma
Elasmosaurus tinha pescoço de ~14m com 72 vértebras cervicais, mais da metade do comprimento total do animal. Nadavam com quatro grandes nadadeiras numa espécie de "voo subaquático". Provavelmente capturavam peixes individualmente com bicadas rápidas do pescoço. Extintos no K-Pg.
Pliossauros cabeça gigante 200–90 Ma
Grupo-irmão dos plesiossauros, mas com pescoço curto e cabeça enorme. Kronosaurus (Cretáceo, Austrália) tinha crânio de 2,7m. Predador X (Jurássico, Noruega) pode ter chegado a 15m. Liopleurodon provavelmente tinha ~6-7m reais (documentários exageram). Predadores de topo nos oceanos jurássicos.
145 a 66 Ma Cretáceo ▸
T. rex, triceratops, mosassauros, pterossauros gigantes. Continentes próximos das posições atuais. A era termina no impacto de Chicxulub (66 Ma) e no vulcanismo Deccan, encerrando o Mesozoico.
Eventos geológicos
LIP Paraná-Etendeka +
A Província Ígnea de Grande Volume Paraná-Etendeka é o maior evento de basaltos de inundação do Cretáceo. No Brasil, os derrames formam a Formação Serra Geral, que cobre mais de 1,2 milhão de km² no sul e sudeste do país. O vulcanismo coincide com o início da abertura do Atlântico Sul.
Evento Anóxico OAE-2 +
Vulcanismo submarino massivo (platô oceânico do Caribe) causou anoxia oceânica global. Coincide com o desaparecimento final dos ictiossauros e o declínio de vários grupos de plesiossauros. Temperaturas oceânicas subiram significativamente. Um dos eventos mais severos do Cretáceo.
Trapps do Deccan +
Erupções na Índia ao longo de ~3 Ma, cobrindo 500.000 km² de basalto. A liberação prolongada de CO2 e SO2 já tinha estressado os ecossistemas antes do impacto de Chicxulub.
Correlação com evento próximo
Deccan + Chicxulub
O Deccan agiu como estresse crônico: 2 a 3°C de aquecimento e acidificação oceânica gradual que enfraqueceram os ecossistemas. Chicxulub foi o golpe decisivo. Hull et al. (2020) na Science concluíram que o aquecimento do Deccan já tinha estabilizado antes do impacto, e o colapso biológico coincide exclusivamente com Chicxulub.
Impacto de Chicxulub +
Um asteroide de ~10 km de diâmetro atinge a Península de Yucatán (México). Energia equivalente a 10 bilhões de bombas de Hiroshima. Tsunami global, incêndios continentais, inverno de impacto (poeira e aerossóis bloquearam a luz solar por meses). Extinção K-Pg: ~75% de todas as espécies, incluindo todos os dinossauros não-aviários, pterossauros, mosassauros e amonitas.
Correlação com evento próximo
Deccan + Chicxulub
O Deccan agiu como estresse crônico: 2 a 3°C de aquecimento e acidificação oceânica gradual que enfraqueceram os ecossistemas. Chicxulub foi o golpe decisivo. Hull et al. (2020) na Science concluíram que o aquecimento do Deccan já tinha estabilizado antes do impacto, e o colapso biológico coincide exclusivamente com Chicxulub.
Extinção K-Pg +
O limite Cretáceo-Paleogeno (K-Pg) marca o fim do Mesozoico e o início do Cenozoico. Como consequência do impacto de Chicxulub e do vulcanismo Deccan, ~75% das espécies foram extintas: todos os dinossauros não-aviários, pterossauros, mosassauros, plesiossauros, amonitas e rudistas.
Correlação com evento próximo
Deccan + Chicxulub
O Deccan agiu como estresse crônico: 2 a 3°C de aquecimento e acidificação oceânica gradual que enfraqueceram os ecossistemas. Chicxulub foi o golpe decisivo. Hull et al. (2020) na Science concluíram que o aquecimento do Deccan já tinha estabilizado antes do impacto, e o colapso biológico coincide exclusivamente com Chicxulub.
Grupos deste período
Hybodus † K-Pg tubarão do Mesozoico 252–66 Ma
O tubarão mais bem-sucedido do Mesozoico. Tinha dois tipos de dentes: pontiagudos para peixes e achatados para crustáceos, versatilidade rara. Chegava a ~2,5m. Conviveu com ictiossauros, plesiossauros e mosassauros. Foi substituído progressivamente pelos tubarões modernos (Lamniformes) no Cretáceo e extinto no K-Pg.
Ictiossauros † 90 Ma répteis tipo golfinho 250–90 Ma
Surgiram no Triássico, dominaram os mares jurássicos e declinaram no Cretáceo. Convergência extraordinária com golfinhos e tubarões, mas eram répteis que davam à luz filhotes vivos no mar. Shonisaurus (Triássico) chegava a 21m. Ophthalmosaurus (Jurássico) tinha os maiores olhos proporcionais de qualquer vertebrado conhecido, provavelmente caçava em águas profundas e escuras.
Crocodiliformes terrestres e marinhos 240–66 Ma
No Mesozoico eram muito mais diversos que hoje. Terrestres bípedes no Triássico. Formas marinhas pelágicas no Jurássico/Cretáceo: Dakosaurus (crânio de terópode, dentes serrilhados, nadava em mar aberto), Geosaurus (cauda bifurcada como tubarão, sem armadura). Os crocodilos semi-aquáticos que conhecemos hoje são apenas o que sobrou.
Pterossauros † K-Pg répteis voadores 228–66 Ma
Não eram dinossauros, eram o grupo-irmão deles. Tinham pelo (pycnofibers), eram provavelmente endotérmicos. Eudimorphodon (Triássico) já era voador sofisticado. Quetzalcoatlus northropi (Cretáceo) tinha 10-11m de envergadura e 2,5m de altura em terra, o maior animal voador de todos os tempos. Extintos no K-Pg.
Mamíferos do Mesozoico pequenos, à sombra 225–66 Ma
Pequenos, provavelmente noturnos, vivendo nas margens. Mas havia diversidade real: Castorocauda (semi-aquático, 164 Ma, tamanho de castor), Volaticotherium (planador, 160 Ma), Repenomamus robustus (fóssil encontrado com filhote de dinossauro no estômago). A extinção K-Pg liberou todos os nichos ecológicos de uma vez.
Plesiossauros † K-Pg pescoço longo 203–66 Ma
Elasmosaurus tinha pescoço de ~14m com 72 vértebras cervicais, mais da metade do comprimento total do animal. Nadavam com quatro grandes nadadeiras numa espécie de "voo subaquático". Provavelmente capturavam peixes individualmente com bicadas rápidas do pescoço. Extintos no K-Pg.
Pliossauros † 90 Ma cabeça gigante 200–90 Ma
Grupo-irmão dos plesiossauros, mas com pescoço curto e cabeça enorme. Kronosaurus (Cretáceo, Austrália) tinha crânio de 2,7m. Predador X (Jurássico, Noruega) pode ter chegado a 15m. Liopleurodon provavelmente tinha ~6-7m reais (documentários exageram). Predadores de topo nos oceanos jurássicos.
Cretoxyrhina † 72 Ma tubarão-gim do Cretáceo 100–72 Ma
Um dos maiores tubarões do Cretáceo, chegando a ~7 metros. Dentes lisos sem serrilhados, alta velocidade, morfologia similar ao tubarão-branco atual. Fósseis mostram vértebras de mosassauros com marcas de seus dentes, e um Pteranodon dentro de seu estômago. Competiu e perdeu espaço para os mosassauros em expansão.
Squalicorax † K-Pg tubarão carniceiro 100–66 Ma
Um tubarão de ~5m com dentes muito serrilhados, semelhante ao tubarão-tigre atual. Evidências fósseis mostram que se alimentava de carcaças de dinossauros que caíam em rios e mares. Adaptado a rasgar carne dura e osso, ocupou um nicho de carniceiro de águas profundas que nenhum outro animal preenchia.
Mosassauros † K-Pg lagartos marinhos 98–66 Ma
Parentes de monitores e cobras, não de crocodilos. Surgiram ~98 Ma e em pouquíssimo tempo geológico dominaram todos os oceanos. Mosasaurus chegava a 17m. Tylosaurus caçava tubarões, outros mosassauros, plesiossauros e aves marinhas. Prognathodon especializou-se em moluscos com concha. Extintos no K-Pg sem deixar descendentes.