EG · 95–94 Ma
Paralititã
Paralititan stromeri
"Titã das marés de Stromer"
Paralititan stromeri é um titanossauro gigante do Cenomaniano (cerca de 95 a 94 milhões de anos atrás) da Formação Bahariya, no Oásis de Bahariya do Deserto Ocidental egípcio. Foi descrito em 2001 por Joshua B. Smith, Matthew C. Lamanna, Kenneth J. Lacovara, Peter Dodson e colegas, na Science, a partir do holótipo CGM 81119, um esqueleto fragmentário mas significativo que inclui dois úmeros (o direito completo, com 1,69 metro de comprimento, entre os maiores já recuperados em um sauropod do Cretáceo na época da descrição), duas vértebras sacrais provavelmente a quinta e sexta, uma vértebra caudal anterior, costelas dorsais e sacrais, escápulas incompletas e a extremidade distal de um metacarpal. Com apenas cerca de 5 por cento do esqueleto preservado, as dimensões de Paralititan são estimadas por comparação com parentes mais completos. Carpenter (2006) calculou aproximadamente 26 metros de comprimento tomando Saltasaurus como guia, enquanto estimativas de massa variam amplamente conforme o método, entre 20 toneladas (Paul 2010), cerca de 30 toneladas (Wikipedia, revisão abril 2026), 50 toneladas (González Riga et al. 2016, via circunferência de úmero e fêmur), 30 a 55 toneladas (Paul 2019) e 59 toneladas (estimativa de 2011). Todos esses valores são aproximados e refletem a incerteza intrínseca à preservação fragmentária. O animal viveu em um ecossistema costeiro de manguezal, o primeiro dinossauro cientificamente demonstrado a habitar esse tipo de ambiente. O depósito que preservou o holótipo é uma planície de maré dominada pela samambaia-semente Weichselia reticulata, e um dente de Carcharodontosaurus associado ao esqueleto sugere escavengeamento imediato da carcaça por um predador gigante. Villa et al. (2022), na descrição de Abditosaurus kuehnei, recuperou Paralititan em um clado afro-europeu dentro de Saltasaurinae com Abditosaurus, irmão do clado sul-americano Saltasaurini que inclui Neuquensaurus e Saltasaurus; análises anteriores, como Curry Rogers (2005) e Mannion e Upchurch (2011), haviam interpretado o gênero como titanossauro mais basal. O Oásis de Bahariya é o mesmo sítio onde o colecionador austro-húngaro Richard Markgraf coletou fósseis entre 1912 e 1914, depois descritos por Ernst Stromer em Munique; a redescoberta do local pela equipe de Joshua Smith em 2000 marcou o retorno da paleontologia ao norte da África após quase 70 anos de silêncio.
Cretáceo Herbívoro 26m